Por que vale a pena, hoje, investir na produção de vídeo

No passado, fazer um vídeo profissional para uma empresa era caro, complexo e ainda esbarrava nas barreiras de distribuição (cinema e TV são mídias caríssimas). Os equipamentos eram mais robustos, um número maior de pessoas era necessário e tudo tinha que sair esteticamente perfeito. Era uma possibilidade para poucos.

Felizmente, ocorreram três pontos de virada nessa história:

  1. Os equipamentos foram materialmente simplificados e a qualidade ampliada.
  2. As mídias de distribuição tornaram-se gratuitas e de facílimo acesso.
  3. O público não quer mais o esteticamente perfeito; quer a realidade nua e crua.

Em relação ao primeiro item, podemos dizer que, há cerca de dez anos, a qualidade máxima da televisão era o Mini-DV, que foi um formato muito versátil. Por volta de 2005, começaram as transmissões em HD, com mais possibilidades de qualidade. Em seguida, veio o Full HD e há três ou quatro anos despontou a resolução 4K (ou Ultra HD), que gera vídeos com 4000×2000 pixels. Para se ter uma ideia, pode-se dizer que uma tela com resolução 4K pode “abrigar” quatro telas com resolução Full HD, gerando assim uma imagem com definição extraordinária.

Grandes, caras e complexas: a necessidade das empresas, hoje, não exige esse tipo de equipamento.

Outra mudança muito significativa nessa evolução tecnológica foram as câmeras fotográficas que passaram a ser utilizadas como câmeras de vídeo, como as Canon. Um verdadeiro dois em um, compacto, com altíssima qualidade de gravação e simples manuseio. Adicione-se a esse cenário as GoPro, voltadas ao público esportista e aventureiro, e os próprios smartphones. Nas mãos de um bom profissional, qualquer uma dessas pode proporcionar resultados excepcionais.

Revolução: quando as câmeras fotográficas passaram a filmar em HD e Full HD.

Todo esse desenvolvimento localiza-se na primeira parte do processo de produção de um vídeo. Tão importante quanto, os canais de distribuição sofreram uma revolução e tornaram-se uma nova realidade com características e exigências próprias.

Comparativamente, no passado, onde um vídeo poderia ser transmitido? Basicamente na televisão ou no cinema. Para se ter uma dimensão monetária, hoje, com todas as formas de veiculação de vídeos na internet existentes, o preço médio para um anúncio de 30 segundos na RBS TV (emissora líder de audiência no Rio Grande do Sul) no horário das 19h é de R$ 28.514,00 (segundo a tabela de preços de abril de 2015). Já uma veiculação no chamado cine-semana (quinta a quarta-feira) em um cinema como o Cinemark com duração de 30 segundos gira em torno de R$ 6.500,00 (isso em apenas uma sala). Se hoje é assim, antes esses valores certamente seriam muito maiores.

Com a realidade do internauta hiperconectado da atualidade, o cenário vem se construindo de maneira diversa. O YouTube tem mais de um bilhão de usuários e, a cada minuto, 100 horas de vídeo são publicados na plataforma. Nestes links, há três curiosidades: o primeiro vídeo publicado (https://goo.gl/gQVsB), uma lista com dez vídeos com menos de dez visualizações (http://goo.gl/QvqwNf) e outra lista com os dez vídeos mais acessados na história do YouTube no Brasil (http://goo.gl/4efw8s). O Vimeo, por sua vez, é conhecido pela vigilância amena e atividades que até infringem direitos autorais. Sua principal diferença para o YouTube é o limite de upload de vídeos para o usuário comum, mas, pagando, tem-se mais possibilidades. O Instagram, recentemente, permitiu a publicação de vídeos de até um minuto de duração – quatro vezes o tempo antes permitido. Segundo a empresa, o tempo que as pessoas passaram assistindo vídeos na rede social cresceu 40% nos últimos seis meses. Em 2015, o Twitter também se rendeu aos vídeos, passando a permitir filmá-los, editá-los e compartilhá-los. Isso sem mencionar o próprio Facebook, que privilegia conteúdos em vídeos, dando maior alcance a publicações desse gênero, e o Snapchat, rede social de mensagens instantâneas voltado para celulares com sistema Android e iOS.

“Me at the zoo”: primeiro vídeo publicado no YouTube por um dos seus fundadores, Jawed Karim. Tem apenas 18 segundos.

O que tudo isso nos mostra? Basicamente, que o vídeo vem ganhando cada vez mais possibilidades. Por outro lado, com um olhar mais atento, mostra que a mecânica e as características vitoriosas nesse cenário são diferentes. É o terceiro item dos pontos de virada.

Fato é que o consumidor está mais informado, melhor preparado e, mais do que nunca, deve ser tratado com respeito. Intelectualmente falando. Tentar enganá-lo é uma estratégia errada, até porque ele pressente de longe quando alguém tenta passá-lo para trás e, caso isso ocorra, a “sociedade envidraçada” em que vivemos pode se tornar uma grande arma contra as empresas (você já deve ter percebido que comentários negativos sobre uma marca têm muito mais audiência do que os elogios). Isso é um dos motivos que vem mudando o mindset das pessoas em relação àquilo que é “videotransmitido”: cada vez mais, o público quer a verdade nua e crua, sem filtros, sem edição manipuladora. Acima de tudo, quer transparência e honestidade. Quer a realidade imperfeita e autêntica, como vem acontecendo com a publicidade de moda feminina ao divulgar fotos de modelos sem Photoshop (http://goo.gl/bOrMns). Seu produto é o melhor? Então demonstre, argumente, coloque-se à prova. Não é a toa que youtubers avaliadores de produtos fazem tanto sucesso. Claro que alguns aceitam ganhar um produto para destacar somente suas virtudes. Outros, porém, buscam fazer um trabalho mais criterioso.

Canal “Eu testei”, no YouTube: mais de 600 vídeos publicados e quase 500 mil assinantes.

Diante desse cenário, o que podemos concluir? Temos alguns fatos irrefutáveis:

  1. Produzir um vídeo está mais barato e mais simples do que no passado.
  2. Os canais de distribuição são acessíveis, porém toda divulgação requer uma estratégia séria.
  3. Mais importante do que a tecnologia é a inteligência de quem está por trás das câmeras. Uma grande ideia, transmitida de maneira genial por um simples celular, pode ser um sucesso.
  4. A internet, de certa forma, vem incentivando a produção de vídeos e esse é também um anseio de todas as pessoas. Trata-se de uma oportunidade para as empresas.
  5. O dever de cada empresa é criar, valorizar e expandir sua rede de público por meio das ferramentas digitais. Nesse contexto, o vídeo é hoje o conteúdo premium que se pode oferecer.


Confira exemplos de vídeos que produzimos para empresas de diferentes segmentos em nosso canal no Vimeo: www.vimeo.com/maestrofilmes. Ter um canal no Vimeo ou YouTube e uma rotina de publicação de vídeos, por exemplo, é um primeiro passo para começar uma transformação na lógica de comunicação com seu público-alvo. Em outros posts, também comentamos sobre como promover seu negócio em um vídeo de um minuto (http://goo.gl/t2J13M) e sobre a qualidade na produção de vídeos (http://goo.gl/YIyPmD).

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